2015

[Resenha] Fragmentados

terça-feira, julho 28, 2015

Título: Fragmentados
Título original: Unwind
Autor: Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 319
Nota: 



''... se cada parte de você está viva, mas dentro de outra pessoa... você está vivo ou morto?''


Fragmentados - Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.




Estou num caso de amor e ódio com esse livro.., Amor porque é uma distopia INCRÍVEL! Com um enredo novo e original, conquistou meu coração logo no primeiro capítulo. Enquanto muitas distopias consideram a morte o fim, Fragmentados questiona se há vida mesmo quando você está aos pedaços.
Após a Guerra de Heartland, foi criada a "Lei da Vida", que declara que a vida humana não pode ser tocada até a criança completar 13 anos, mas entre os 13 e os 18 anos, os pais podem escolher fragmentar a criança, "doando" as partes do filho para quem precisa. A fragmentação divide o jovem em várias partes, porém o mantém vivo. 
Connor, Risa e Lev são três jovens que não se conhecem e estão prestes a serem fragmentados. Eles fogem - cada um à sua maneira - e após o caminho deles se cruzarem, por um tempo todos se ajudam para continuarem "salvos". Com exceção de Lev, que é um dizimo, ambos querem fugir e chegar aos 18 anos, onde eles não poderão mais serem fragmentados.

Uma coisa que gostei no livro, é como o autor foi nos apresentando aos poucos as histórias de vida dos personagens e a história da guerra. Há um suspense sobre tudo, o autor fez uma boa escolha ao não vomitar toda a história no primeiro capítulo. Também há nessa distopia um pequeno romance. Tão sutil que se não fosse os capítulos finais, e alguns detalhes, passaria despercebido.
Neal Shusterman fez uma história bem detalhada, com certos fatos que me deixaram surpresa e querendo mais e mais e mais e mais.
A história é narrada em terceira pessoa e não é mostrado apenas a visão dos três protagonistas. Às vezes um personagem secundário ou até mesmo pessoas "não muito importantes", como guardas e multidões, aparecem para mostrar uma visão mais ampla do que está ocorrendo, o que achei bem interessante. O leitor conhece vários pontos de vista, mesmo a história não sendo narrada em primeira pessoa, o que nos deixa próximos de cada personagem de um jeito formidável.
Shusterman criou uma distopia fascinante, e o meu caso de ódio é que Fragmentados é uma série. Ainda virão mais três livros, e como estamos no Brasil, provavelmente demorará muito até os próximos livros chegarem. Eu estou ansiosa pra saber o resto da história. O primeiro livro foi muito bem escrito e dá pra ler ele como livro único, pois ele foi bem finalizado. E ele foi tão bem escrito, tão bem escrito, que não consigo deixar de querer ler mais obras do autor. Toda essa ideia da história, todos os detalhes e a cena da fragmentação me deixaram de boca aberta e querendo mais! 
Queria conseguir dizer mais à respeito desse livro, mas estou tão cativada que não tenho mais palavras para descrever a grandiosidade da história. Recomendo a todos os fãs de distopias, de histórias loucas, e principalmente de histórias boas, para vocês tirarem suas próprias conclusões.


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2015

[Resenha] Apenas um Ano

quinta-feira, julho 23, 2015

Título: Apenas um ano
Título original: Just one year
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352
Nota: 


“... Às vezes o destino ou a vida, ou seja lá como queira chamá-lo, deixa a porta entreaberta e você simplesmente entra. Mas, às vezes, ela tranca a porta e é preciso encontrar a chave ou arrancar o cadeado, ou colocar a porcaria da coisa para baixo. E, em outras vezes, nem mesmo lhe mostra a porta, e é necessário construí-la por conta própria.”

Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.
Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta.

Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.

Depois do final torturante de Apenas um Dia, eu não aguentava mais esperar por Apenas um Ano. Nessa obra, a história é a mesma, só que narrada por Willem. Então, bem... Esse foi o motivo, basicamente, de eu ter me decepcionado um pouco com o livro. Eu queria uma sucessão de fatos do primeiro volume, e me frustrei. O que eu esperava encontrar só irá acontecer em Just one Night - conto de cerca de 40 páginas, que será lançado somente em eBook (ARGHHHHH!!!!!!), e que mostrará o real desfecho da história.
Porémmmm, o livro é muito bom, gente. De verdade. Não é porque eu me enganei com o conteúdo da obra que ela deixa de ser espetacular. Esse é mais um exemplar que confirma a minha paixão pela escrita da Gayle Forman, e a capacidade dela de emocionar o leitor. *suspiros e mais suspiros*
Confesso que no início da leitura cheguei a pensar "por que a autora não pulou de vez pro final? Por que escrever um segundo livro contando a mesma história que o primeiro?" mas...... gente..... quando terminei o livro eu fiquei com a sensação de que sim, esse segundo volume era realmente necessário. Na visão de Willem, conseguimos unir pontas soltas e entender diversas coisas que aconteceram em Apenas um Dia. Sem falar que fiquei ainda mais apaixonada pelos dois personagens
Pois bem, leiam para tirar suas próprias conclusões. Não tenho como dizer qual dos dois livros é melhor, pois a história é quase a mesma e as duas narrativas, tanto de Allyson quanto de Willem, são apaixonantes. Enfim... os dois volumes se completam. Se você leu o primeiro, deve ler o segundo. E se você não leu nenhum dos dois, LEIA! Não sabe o que está perdendo.
Agora só me resta curtir minha depressão pós-leitura e aguardar o lançamento do terceiro livro (mesmo que seja em eBook)

Beijinhos, e até a próxima resenha!
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2015

Tag: Liebster Award

quarta-feira, julho 08, 2015

Olá, leitores! Nossa parceira Jéssica, do blog A Rosa do Príncipe, nos indicou pra responder a tag Liebster Award. Então eu, Maria, irei respondê-la agora ;)
Essa tag consiste, basicamente, em responder 11 fatos sobre mim, 11 perguntas feitas por quem me indicou, indicar 11 blogs e elaborar 11 perguntas pra eles. Achei super legal, hehe. Então vamos lá:


11 fatos sobre mim:
  1. Amo/sou rock (desde Beatles até Slipknot);
  2. Adoro roupas azul-marinho;
  3. Nasci no mesmo dia e mês que meu pai (03/03);
  4. Minha comida - salgada - preferida é, sem dúvida, pierogi ;
  5. Sou apaixonada por animais;
  6. Não gosto de açaí, desculpa;
  7. Meu bolo favorito é o de banana com canela;
  8. Se eu fosse viajar pra algum país, escolheria a Itália;
  9. Meus 5 livros preferidos são: A Lista de Brett, Simplesmente Acontece, Como eu era antes de você, Extraordinário e Desde o Primeiro Instante.
  10. Queria ter um furão, hehe;
  11. Adoro varar a madrugada lendo e assistindo filmes.
11 perguntas de quem me indicou:
01  Qual foi a melhor trilogia/saga/série que você leu?
Ai meu Deus, que pergunta difícil! Gosto de praticamente todas as sagas que leio! Mas deixe-me ver... Percy Jackson, então.

02  Quantos livros você leu em 2015 até agora?
Ihhh, nem lembro. Acho que uns 7, 8.

03  Qual é o seu escritor favorito de cada gênero?
Não sei identificar gênero, gente! Hahahaha. Mas vou tentar:
Suspense/Policial: Agatha Christie;
Romance: Jojo Moyes;
Terror: Joe Hill;
Fantasia: Rick Riordan;
Jovem adulto: John Green;
Distopia: Susanne Collins.

04  Se pudesse se encontrar de verdade com um personagem e dizer apenas uma frase, o que diria?
"Sr. Poirot, ensine-me a usar minhas células cinzentas!" > Herculle Poirot, personagem criado por Agatha Christie.

05  Qual é sua cantora favorita?
Cantora é meio complicado... Mas escolho a Taylor Swift.

06  Qual música te lembra um livro?
Alisson, do Elvis Costello. Alguma música do cantor apareceu no livro Eleanor & Park, aí quando fui procurá-la no youtube essa apareceu primeiro. (Resultado: não parei de ouví-la um segundo sequer durante duas semanas.)

07  Quem você seria: uma lady, uma garota normal, ou uma guerreira?
Uma guerreira, claro! Sou filha de Atena, meu bem.

08  No mundo dos livros, para onde você iria se tivesse uma oportunidade?
Hogwarts, Acampamento Meio-Sangue, Nárnia, Chicago..........................

09  Se você fosse um animal, qual seria?
Um gavião, pra poder voar livre de preocupações.

10  Qual livro você quer muito comprar/ganhar agora?
Ah, tantos! Mas acho que o mais desejado do momento é Battle Royale, de Takami.

11  Qual foi o seu melhor presente de aniversário?
Bem, não sei dizer, todos os presentes que recebo são especiais. Mas 12 anos atrás meus pais me levaram pra Videira - SC, onde a maioria dos meus parentes mora, pra comemorar meu aniversário de 5 aninhos com eles. Se esse não foi o melhor presente, tá entre os 10. ♥

11 perguntas para os indicados:
  1. Se tivesse um minuto com seu autor preferido, o que diria/perguntaria a ele?
  2. Qual o livro que mais te fez chorar até hoje?
  3. Qual seu lugar favorito no mundo?
  4. Quando decidiu criar um blog?
  5. Qual música você mais ouve no momento?
  6. Que gênero literário você mais lê?
  7. Qual foi o último filme que você assistiu e gostou?
  8. Já viajou pro exterior? Se sim, pra qual país?
  9. Qual foi sua meta de leitura feita pra esse ano? Está conseguindo cumprir?
  10. Qual personagem de livro/filme você gostaria de ser?
  11. Indique um livro e um filme "desconhecidos" e pelos quais você é apaixonado(a).
11 blog que eu indico:
Mesmo que você não tenha sido indicado, sinta-se à vontade pra responder a tag, ok? 
Beijos, té.
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2015

[Resenha] A Playlist de Hayden

segunda-feira, julho 06, 2015

Título: A Playlist de Hayden
Título original: Playlist for the dead
Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 288
Nota: 



"Creio que a gente precisa se preocupar com quem está vivo agora. Os mortos vivem nas nossas lembranças. E nos nossos sonhos"



Não sei porque demorei tanto para ler esse livro - realmente não sei. Foi o primeiro livro que me fez chorar no ano (não li tantos assim, mas tudo bem). 
Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de Sam e Hayden, que eram melhores amigos até que, depois de uma festa em que eles discutiram, Hayden se mata. No chão do quarto, além de uma garrafa de bebida alcoólica e um vidrinho de comprimidos vazio, tem um pen drive e um bilhete: "Para Sam. Ouça. Você vai entender". No pen drive há algumas músicas, mas mesmo quando as ouve, Sam não entende muita coisa.
No dia do velório de Hayden, Sam conhece Astrid, uma garota muito bonita que diz ter conhecido Hayden. Mas para Sam, eles só tinham um ao outro - como pode essa garota ter sido amiga de seu melhor amigo sem que ele soubesse?? Além disso, uma série de eventos estranhos acontecem com ele e com as pessoas ao seu redor. Tudo o que ele quer é entender, e mesmo estando cercado de culpa ele tenta desvendar o mistério.

Michelle Falkoff me decepcionou um pouco, pois ela abordou temas sérios como suicídio e bullying de uma forma muito superficial. A autora se preocupou bem mais em a) deixar o motivo da morte de Hayden suspenso para ser descoberto depois e b) no romance entre Sam e Astrid do que c) realmente falar o que importa sobre esses assuntos. Talvez essa tenha sido sua vontade, dar o foco a outras coisas menos importantes, e é nisso que quero acreditar. Mas confesso que se ela tivesse dado mais importância ao assunto, teria sido um livro MUITO melhor. Ela tinha tudo pra fazer um livro perfeito, mas resolveu tratá-lo de uma forma pouco significativa, como se tudo não passasse de um problema adolescente bobo. 
Eu considero que os "motivos" de Hayden se matar não eram nem tão graves assim. Talvez eu não tenha entendido os reais motivos que o levaram a tal decisão, mas aí a culpa também recai sobre a autora, que matou o personagem no prólogo e nos outros 27 capítulos só tentou explicar a verdadeira razão, mas sem sucesso. Sam, ao meu ver, só ficou supondo o motivo de seu melhor amigo ter tirado a própria vida. Ninguém pode ter certeza absoluta sobre o motivo dele ter feito tal coisa, algo que também me deixou meio chateada (eu queria saber porque ele fez isso e achar na minha cabeça uma forma de tê-lo ajudado).
Acho que ela não deixa explícito por causa de uma outra frente tratada, que é a culpa. Não só Sam se sente culpado, mas várias pessoas à sua volta, como se o que elas tivessem feito houvesse mesmo causado o estopim da morte de Hayden. E então eu chorei quando li. Chorei e lembrei do livro Os 13 porquês, de Jay Asher, que trata do suicídio de forma mais impactante e reflexiva. O que me fez pensar novamente nesse assunto de morte e me deixar com vontade de ser uma pessoa melhor e ajudar ao próximo. Se a gente ouvir o amiguinho do lado, se a gente se doar e ajudar o próximo, será que a gente não vai estar salvando uma vida sem nem saber? Penso que esse é um bom tema e gostaria de que vocês refletissem sobre isso quando estiverem sem nada pra fazer.

As músicas da playlist são bem deprimentes e melancólicas, e não vi sentido para elas estarem ali além de nomear os capítulos. Sam as vezes comentava sobre uma ou outra, e só; ele mesmo não entendeu o sentido delas. Caso você esteja curioso ou só querendo conhecer músicas novas, a playlist de Hayden é essa (tem os links das músicas no youtube já):

1. How to Disappear Completely - Radiohead
2. Crown of Love - Arcade Fire
3. Mad World Gary Jules
4. Invisible - Skylar Grey
5. One Metallica
6. Pumped up Kicks - Foster The People
7. I Don't Want To Grow Up - Ramones
8. Diane Young - Vampire Weekend
9. Smells Like Teen Spirit - Nirvana
10. One Step Closer Linkin Park
11. The Mariner's Revenge Song - The Decemberists
12. Adam's Song - Blink 182
13. Alison - Elvis Costello
14. This Is How It Goes - Aimee Mann
15. Despair - Yeah Yeah Yeahs
16. On Your Own - The Verve
17. Let It Go - The Neighbourhood
18. Say Something - A Great Big World & Christina Aguilera
19. Everybody knows - Leonard Cohen
20. How To Fight Loneliness - Wilco
21. Conversation 16 - The National
22. Last Goodbye - Jeff Buckley
23. Hurt - Nine Inch Nails
24. For Emma - Bon Iver
25. Cosmic Love - Florence and The Machine
26. The Mother We Share - Chvrches
27. It's Only Life - The Shins

Apesar dessas falhas, o livro não deixa de ser bom. A história "bobinha" é bem tramada, há personagens bem bacanas e a forma como a história é narrada nos deixa curiosos a continuar lendo pra descobrir o que acontece depois - e o que aconteceu antes, na festa, para Hayden decidir se matar.
Se você se sentiu atraído, se sentiu curiosidade, se sentiu tristeza ou o que for que você sentiu, deixe-se levar por essa história! A forma como os assuntos foram tratados não me agradaram completamente, mas o restinho da história cativa e até nos faz esquecer de que o livro fala de suicídio (não sei dizer se isso é bom ou ruim).

Beijocas e até a próxima! 
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