[Resenha] Convergente

segunda-feira, junho 23, 2014

Convergente, de Veronica Roth, publicado pela Rocco Jovens Leitores, com 528 páginas.


"Existem tantas maneiras de ser corajoso neste mundo. Às vezes, coragem significa abrir mão da sua vida por algo maior do que você ou por outra pessoa. Às vezes, significa abrir mão de tudo o que você conhece, ou de todos os que você jamais amou, por algo maior. Mas, às vezes, não. Às vezes, significa apenas encarar a sua dor e o trabalho árduo do dia a dia, e caminhar devagar em direção a uma vida melhor. Esse é o tipo de coragem que preciso ter agora."


A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou - destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Portanto, diante da chance de explorar o mundo além dos limites que ela conhecia, Tris não hesita. Talvez, assim, ela e Tobias possam ter uma vida simples e nova juntos, livres de mentiras complicadas, lealdades suspeitas e memórias dolorosas. No entanto, a nova realidade de Tris torna-se ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Antigas descobertas rapidamente perdem o sentido. Novas verdades explosivas transformam os corações daqueles que ela ama. Então, mais uma vez, Tris é obrigada a compreender as complexidades da natureza humana enquanto convergem sobre ela escolhas impossíveis que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.
Narrado sob uma emocionante perspectiva dupla, Convergente conclui de maneira poderosa a série que alcançou o primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, na qual Veronica Roth revela os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores com Divergente e Insurgente.


Pra começar: POR QUE RAIOS A VERONICA FEZ AQUILO NO FINAL DESSE LIVRO? Sim, muitos sabem o que acontece, até quem não leu, mas não vou falar explicitamente. Me deram esse spoiler antes mesmo de eu começar a ler Divergente, e eu fiquei muito frustrada, e não vou fazer isso com quem ainda não sabe da história e quer muito lê-la.
Mas então... Acho que um dos motivos de eu ter demorado dois meses (sim, dois meses) pra ler esse livro foi esse maldito spoiler. Eu não sabia como acontecia, mas eu sabia o que acontecia, e eu fiquei enrolando e enrolando e enrolando (...) pra chegar no final. Mas cheguei, graças a Deus, e confesso que me decepcionei. Mas deixe-me voltar um pouco...
Quando eu comecei a ler Convergente, eu tava cheia de expectativa com o livro por causa do final de Insurgente, e isso deve ter atrapalhado um pouco a minha leitura. Tipo, o desfecho que a autora deu pra trilogia não é horrível, mas acho que podia ter sido melhor. Você passa os dois primeiros livros pensando uma coisa, aí chega no terceiro e a sua reação é como se você tivesse acabado de descobrir que Papai Noel não existe. Isso me deixou muito abalada, mas continuei lendo, mesmo que devagar, e eu continuei achando a história meio sem pé nem cabeça. Há quem diga: "é uma distopia, queria o quê?", mas mesmo assim cara... Não me julguem, deixem eu expressar minha frustração, ok? Valeu.
Foi mais ou menos nas páginas mediais que eu comecei a sentir aquela tensão, aquela vontade de querer terminar de ler a história, e foi aí que eu me prendi à leitura. Foi acontecendo uma coisa atrás da outra, não deu tempo nem de respirar, e enfim cheguei à parte que fez e ainda vai fazer muitos leitores se debulharem em lágrimas. Como eu disse anteriormente, me decepcionei. Foi tudo muito rápido, como se aquilo não tivesse importância... Mas mesmo assim chorei feito um bebê indo pra creche pela primeira vez. Chorei de tristeza, mas principalmente de raiva (da Veronica). Por fim, quando terminei de ler as últimas páginas, pensei em como tudo podia ter sido diferente, em como a autora podia ter escrito um final menos triste. Mas tudo bem, já superei.
Bem, até aqui, falei mais mal do que bem do livro, então vou elogiar pra não parecer que eu odiei o final da saga. (Até porque eu gostei, não foi um desfecho forçado, e Divergente é uma de minhas séries favoritas.): Além de apaixonante, essa obra é enérgica, não há um momento em que você se sinta entendiado ou algo do tipo, muito pelo contrário. A escrita da Roth é ótima, não abre espaço pra confusões entre nomes, expressões, e eu espero sinceramente que ela e continue escrevendo histórias cativantes e únicas pra eu poder comprar e devorar, hehe.
E finalmente, tendo feito uma resenha em que eu descarreguei toda a minha frustração com a morte de uma certa personagem, termino recomendando Convergente a quem já leu os dois primeiros livros e gostou; quem ainda não leu e está curioso pra ler; e principalmente, pra quem gosta de enredos envolventes e surpreendentes.
Beijo e tchau!

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5 carinhos.

  1. Amei a resenha, ainda não li nenhum da saga, mas tô louca pra ler !
    Ressaca-literaria.blogspot.com

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    1. Obrigada pelo carinho! Leia, quem sabe você gosta? (ainda bem que não dei o spoiler) hehe
      Beijos!

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  2. Essa saga está na minha meta de leitura de 2014, Jogos Vorazes está na frente, mas sempre penso em colocar a saga Divergente frente...
    Adorei a resenha, gostei da forma que você escreveu.
    Bjs

    citacoesdeumleitor.blogspot.com.br

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    1. As duas sagas estão entre minhas preferidas, simplesmente amo! Leia e depois me diga o que achou.
      Obrigada pelo elogio!
      Bjs

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  3. Nossa,entendo a frustração! Ainda nem terminei,mas já sei o que vai acontecer e me decepcionei demais..Como que a Veronica faz isso comigo? </3 Resenha perfeita!!

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