[Resenha] Deus é meu camarada

domingo, março 16, 2014

Deus é meu camarada, de Cyril Massarotto, publicado pela editora Ponto de Leitura, com 229 páginas.


  "Talvez o mais importante não seja o amor, mas a pessoa que nos ensina a amar."


Ele tem 30 anos de idade e um emprego medíocre só para pagar as contas. Sua vida está estacionada. Um dia, e sem qualquer motivo aparente, Deus começa a falar com ele. Falar, trocar ideias, bater boca, alfinetar, aconselhar, tudo sem a maior cerimônia. E, ao longo dos 30 aos seguintes e de uma vida tão especial quanto pode ser a mais normal dos homens, uma pergunta permanecerá em sua cabeça: Por que Deus foi escolher logo a mim como amigo?


Confesso que quando recebi esse livro do meu pai, não senti muita vontade de ler. Queria colocar na estante e deixar lá por um tempo (não tenho nada contra, mas eu não gosto de livros de religião). Mas como foi um presente do meu pai, eu queria ler logo.
Assim que abri o livro e comecei a ler, me surpreendi. Gostei tanto que o li em dois dias, e teria lido em apenas um, se eu estivesse de férias.
Deus é meu camarada, é um livro pequeno (não só por ser pocket, mas por ter poucas páginas) e fácil de ser lido. É engraçado, divertido e muito bonito.
Narrado em primeira pessoa, conta a história de um homem que foi escolhido por Deus para ser Seu amigo, o que como sempre, nos dá a impressão de estar vivendo o que está acontecendo. A história se passa em 30 anos, e nos mostra como a vida desse homem vai mudando com o passar dos anos.
Outra coisa que me surpreendeu, e que eu raparei só no final, é que eu não me lembro de ter visto o nome desse homem. Ninguém fala o seu nome, o que é muito diferente, por ele ser o protagonista. Talvez essa tenha sido a intenção do autor, para nos aproximar mais ainda da história, ou então eu esteja precisando de um óculos.
Cyril Massarotto criou um Deus diferente. Todos nós imaginamos Deus sendo um homem de respeito, educado e gentil. Mas o Deus desse livro é como se fosse verdadeiramente nosso "camarada". Ele faz pegadinhas, é irônico, "zoeiro" e muito engraçado. É como se Deus fosse aquele cara mais extrovertido da sua turma. E esse é o melhor ponto desse livro. É um livro único.
Porém, o livro também não é 100%  diversão, é um livro que também nos faz pensar e refletir, com mensagens bonitas.
Recomendo esse livro à todos, pois ele realmente vale à pena.

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